Bom... Você gosta de literatura? Você gosta de Poesia?
Conhece Ezra Pound?
"Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico literário americano"
E se você passou a vida TODA achando que Ezra Pound era uma mulher, parabéns, e bem vindo ao grupo. :P
Mas, pra chegarmos ao assunto, eu quero detalhar aqui o que entendi sobre Melopeia, Fanopeia e Logopeia.
Olha, segundo Ezra Pound, em ABC of Reading, Melopeia é a arte de musicar a poesia e passou a significar qualquer melodia (recitada ou cantada) em ritmo calmo. A melopeia remete-nos para o mundo criativo dos sons no texto poético.
A Fanopeia traduz o poder visual da imagem "Throwing the object (fixed or moving) on to the visual imagination".
A Logopeia "criação de palavras" traduz a capacidade de combinação da forma e do conteúdo das palavaras com o objetivo de obter a obra sublimada pela beleza estética. É a matéria intelectual do poema, é o elemento que revela a sintaxe do texto, na lógica da sua organização, em sua carga semântica, nas referências e influências artísticas e culturais que contém. Por meio da Logopeia o poema viaja no tempo e dialoga com a memória da civilização.
Legal, né?
Acredito que um bom exemplo de Logopeia, Melopeia e Fanopeia é o poema a seguir:
Anno Domini MCMXXI
(publicado em 1922)
Não estás mais entre os vivos.
Da neve não podes erguer-te.
Vinte e oito baionetadas.
Cinco buracos de bala.
Amarga camisa nova
cosi para o meu amado.
Esta terra russa gosta,
gosta do gosto do sangue.
(Anna Akhmatova*)
* Nota: Toda a obra de Anna Akhmátova é essencialmente autobiográfica e histórica, um depoimento sobre a revolução comunista e do período de perseguição política stalinista. As autoridades russas fuzilaram seu primeiro marido e prenderam o segundo em um campo de concentração, onde ele morreu,
(eu ainda vou completar o post... mas agora preciso trabalhar. Oww, queria ser hippie!)
Está acabando, finalmente. Vamos acabar com a farrinha da UEPB sem a nossa ilustríssima presença em seus corredores.
Estou ansiosa. Demais, demais.
Acabei de ler o post de Yonarah... Owww! Que saudade!
Como estão as férias? As minhas estão ótimas, obrigada. Tive dias divertidos, dias ruins, dias chuvosos, dias marromenos, dias infinitamente chatos. E tive um ensaio de lua de mel. Ah, é verdade, foi tão bom! Foi bom, né, amor? :D
Enfim... mas a super hiper mega grande notícia é que pedi demissão e estou voltando para a sala de aula. Sim, isso é magnífico!
Só assim comecei a entender o quanto amo meu curso. E o quanto ele é rico. Quando começo a preparar minhas aulas, lembro do que falou Freinet e faço tudo criativo, espaçoso, colorido, em contato com a natureza; lembro das diferenças "jogadas na cara" por Bourdie e tento não perpeturar; tento seguir as dez competências citadas por Perrenoud.
É dificil, mas com jeitinho e muita vontade de ser a melhor no que faço, consigo encaixar bastante coisa.
E sabe linguística? Não nego pra ninguém o quanto amo linguística. Vou fazer mestrado em linguística! E esses dias, ajudando minha pequena a ler um livro bilingue (cof, cof, é, livro bilíngue. Ai, engasguei quando estava me exibindo) percebi a grandiosíssima importância dos supra segmentos! Minha pequena leu: "Joana voa com seu avião. Quem mais voa?" mas, leu como se tudo fosse afirmação... Nesse momento eu pensei: Olha aí ó! O supra segmento!
Não sei, gente, se estou abilolando. Mas sentir meu curso no meu dia a dia é uma sensação quase mágica.
"Nós passamos no vestibular." ( Sujeito, Verbo, Preposição e Substantivo. - Ai, ai, Mattoso)
Passamos pelo degraus iniciais, cruzamos os umbrais de uma universidade pública. Cada um a sua maneira.
Conquistamos o primeiro espacinho na areia da praia lotada, a primeira chance de um lugar ao Sol.
Sim, nós passamos no vestibular para Universidade Pública!
Chegamos tímidos, caderninhos debaixo do braço. Pastinhas pra apostila, estojinho pras canetas coloridas. Xerox e mais xerox, devidamente tiradas no prazo e fichamentos rigorosamente feitos, à risca, segundo a ABNT.
E no papelzinho de fichamento!
haha.
Sim, nós passamos no vestibular e começamos a conhecer o lado de cá.
E, olha... é um pedaço de agonia, né não? (Deus... Pra que tantos símbolos fonéticos?)
Mas passaram-se os meses... dois semestres, voando e... Bom, feras. Conquistamos, né?
Durante esse ano tivemos a chance de nos conhecermos. De agregarmos valores vindos de nossos professores e também, dos nossos colegas. Crescemos uns com os outros.
Mas, enfim, como tudo muda, tudo passa, quero dizer-lhes que, sendo um curso com períodos anuais, acabamos de nos livrar do título de feras.
Um pequeno passo pra quem quer que seja, mas um grande passo para nós, humanidade.
Assim, quero que agora possamos rever nossos conceitos. Segue algumas atribuições dessa nova fase de VETERANOS! (AwwwwwwyeaahhhhhhhH!)
Um brinde! Nós conseguimos!
( e como diz meu noivo: Bebamos, para que os peixes que nós comemos tenham onde nadar!)
Tim-tim! (Onomatopéia: é uma figura de linguagem na qual se reproduz um som com um fonema ou palavra)
Abaixo algumas reproduções fotográficas dos absurdos casos de coincidência pura (haha, vai nessa! Essa turma super trollou no amigo doce. Sem contar que Iara simplesmente esqueceu que era Amigo doce e decidiu fazer - sozinha - um amigo secreto. Professora bagunceira! haha) no último dia de aula, com sarau de um poema só!
Esses dias, num momento sem aulas, ficamos pelos corredores a conversar. Sim, nós, os defenestradores. O assunto era o mais diverso possível, passamos por livros, filmes, pessoas e poesia. Foi quando tive a gentil surpresa de descobrir que o meu noivo faz parte do círculo de leitura de Yonarah, nossa defenestradora.
Não é por ser meu noivo e porque estou querendo mimar. Na verdade, o pernambucano em questão, é realmente um dos melhores escritores modernos que conheço. Adianto que a minha admiração pelo rapaz começou justamente pelos seus poemas. Depois esbarrei com o autor e... enfim, são anos já.
Ele despertou meu gosto pela literatura, me apresentou novos poetas, foi me abrindo as portas para um universo muito amplo e cheio de possibilidades. Por isso, quero apresentar o meu poeta. E nada melhor, que começar com um texto dele.
Meu novo e velho mundo imaginário
Se eu tivesse em mãos os poderes de um deus, ao invés de construir, eu destruiria tudo. E não levo mais que um dia fazendo isso. Começo por destruir todas essas invencionices modernas e dizimo todas as grandes e vaidosas cidades metropolitanas, junto com suas estatísticas de renda, miséria e consumo. Derrubo arranha-céus e no lugar deles levanto florestas densas e bonitas; colinas verdes e virgens cheias de lírios e girassóis, ao invés de morros e favelas. Destruo o asfalto e deixo somente a trilha lamacenta ligando os vilarejos separados por milhas e milhas de terra inabitada e ar fresco. Nos vilarejos, ponho crianças brincando na grama verde e molhada e assim expio os olhos tristonhos e amedrontados dos meninos e meninas dos tempos de aquecimento global e, não obstante, sombrios. E mais: em cada vila deve haver pelo menos uma taberna, grande e confortável, para o divertimento de todos. Deixo também que criem um panteão de deuses, pois nenhum deus quer a responsabilidade de tudo só para si. Então, podem criar deuses do que quiserem: do céu, do ar, da água, do fogo, do que seja, portanto que os cultuem, lutem e dêem a vida por eles. E derramem sangue, bastante sangue, porque eu estou somente mudando a disposição das coisas, mas a matéria é a mesma, a essência é a mesma, os bonecos são os mesmos homens de sempre, e se tratando dessa matéria, sangue e morte nunca deixarão de existir. Só não quero guerras disputadas em grandes salas frias, com super computadores que aguardam somente um comando para dizimar todo um povo. Não, essas guerras eu reprimo com veemência. Quero mais é a guerra frente a frente, face a face, e a contagem imediata de quantos caem no campo de batalha. Assim é mais emocionante, mais bárbaro e muito mais fácil de criar heróis e mártires, o que muito me alegra. Em tudo o que há no mundo agora, somente uma coisa permaneceria intocável: você. Seu brilho sobrevive através de todas as Eras do mundo, as possíveis e, inclusive, imaginárias.
O sol recifense desperta E, espreguiçando-se ainda, Livrando-se do torpor da noite, Com seus primeiros e fracos raios de calor, Depara-se com uma cena curiosa:
Eu vou, sozinho numa humilde canoa, Remando com meus remos de plástico Pela Bacia do Pina, Como um sobrevivente de um naufrágio Em busca da ilha perdida.
As águas estão calmas E se vê as margens a terra lamacenta do mangue, Enquanto a maré baixa Contrapõe-se à enchente na minha alma.
As pessoas sobem a ponte lá em cima, Dentro dos carros e ônibus E me observam até a descida:
Tomam-me por pobre pescador, Daqueles que nem Rede de pesca Tem.
Quando eu sou apenas um poeta Fugindo do naufrágio da vida.
Aproveitando o ensejo, desejo felicitá-los pela passagem de um grande dia. Ontem, dia 05/10, foi o dia Mundial do Professor.
No Brasil, o dia do professor é comemorado no dia 15 de Outubro.
"Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor."
Como presente, trago um belo texto, que servirá para repensarmos qual o nosso papel enquanto professor: Se um professor qualquer ou um mestre.
O Professor como Mestre
Não me basta o professor honesto e cumpridor dos seus deveres; a sua norma é burocrática e vejo-o como pouco mais fazendo do que exercer a sua profissão; estou pronto a conceder-lhe todas as qualidades, uma relativa inteligência e aquele saber que lhe assegura superioridade ante a classe; acho-o digno dos louvores oficiais e das atenções das pessoas mais sérias; creio mesmo que tal distinção foi expressamente criada para ele e seus pares. De resto, é sempre possível a comparação com tipos inferiores de humanidade; e ante eles o professor exemplar aparece cheio de mérito. Simplesmente, notaremos que o ser mestre não é de modo algum um emprego e que a sua atividade se não pode aferir pelos métodos correntes; ganhar a vida é no professor um acréscimo e não o alvo; e o que importa, no seu juízo final, não é a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente há de pesar na balança é a pedra que lançou para os alicerces do futuro.
A sua contribuição terá sido mínima se o não moveu a tomar o caminho de mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito o chama; errou o que se fez professor e desconfia dos homens, se defende deles, evita ir ao seu encontro de coração aberto, paga falta com falta e se mantém na moral da luta; esse jamais tornará melhores os seus alunos; poderão ser excelentes as palavras que profere; mas o moço que o escuta vai rindo por dentro porque só o exemplo o abala. Outros há que fazem da marcha do homem sobre a Terra uma estranha concepção; veem-no girando perpetuamente nos batidos caminhos; e, julgando o mundo por si, não descobrem em volta mais que uma eterna condenação à maldade, à cegueira e à miséria; bem no fundo da alma nenhuma luz que os alumie e solicite; porque não acreditam em progresso nenhuma vontade de melhorar; são os que troçam daquilo a que chamam «a pedagogia moderna»; são os que se riem de certos loucos que pensam o contrário. Ora o mestre não se fez para rir; é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos; pertence-lhe ser extravagante, defender os ideais absurdos, acreditar num futuro de generosidade e de justiça, despojar-se ele próprio de comodidades e de bens, viver incerta vida, ser junto dos irmãos homens e da irmã Natureza inteligência e piedade; a ninguém terá rancor, saberá compreender todas as cóleras e todos os desprezos, pagará o mal com o bem, num esforço obstinado para que o ódio desapareça do mundo; não verá no aluno um inimigo natural, mas o mais belo dom que lhe poderiam conceder; perante ele e os outros nenhum desejo de domínio; o mestre é o homem que não manda; aconselha e canaliza, apazigua e abranda; não é a palavra que incendeia, é a palavra que faz renascer o canto alegre do pastor depois da tempestade; não o interessa vencer, nem ficar em boa posição; tornar alguém melhor. Eis todo o seu programa; para si mesmo, a dádiva contínua, a humildade e o amor do próximo.
Agostinho da Silva, in 'Considerações'
Feliz ( muito embora, atrasado) dia Mundial do Professor!
Mas, enfim, a prova de hoje será Tirana. Então, por esse motivo angustiante, eu vim até esse lugar legal para deixar algo legal nesse dia especialmente tenso.
#TENSO
Você já percebeu que é difícil aprender inglês? Você já se perguntou se as bruxas tem culpa disso?
Não?
Então, para um aprendizado totalmente desimportante e completamente non sense, trago para o presente público, uma das mil coisas que você não pode morrer sem saber.
Eu aconselho a beber uma água, sentar confortavelmente e começar euforicamente a repetir os ensinamentos a seguir.
Então, pronto? Vamos começar!
1) MÓDULO BÁSICO:
Três bruxas olham três relógios Swatch. Qual bruxa olha qual relógio?
Em inglês:
Three Witches watch three Swatch watches. Wich Witch watch wich Swatch watch?
2) MÓDULO AVANÇADO:
Três bruxas travestis olham os botões de três relógios Swatch. Qual bruxa travesti olha os botões de qual relógio Swatch?
Three switched witches watch three Swatch watch switches. Wich switched witch watch wich Swatch watch switch?
3) PARA PHD:
Três bruxas suecas transexuais olham os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transexual olha qual botão de qual relógio Swatch suíço?
Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Wich Swedish switched witch watch wich Swiss Swatch watch switch?
♪♪ “Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar Vem comemorar, escandalizar ninguém Vem me namorar, vou te namorar também Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar” ♪ ♪
Ah, oi, é... tudo bem? Sim, sim, a Tia Brenda hoje não virá.
Dia 27/09/2011, deu-se a apresentação do seminário do grupo acima descrito. O assunto em questão era Neologismo.
Haja visto que todos os Defenestrantes estão num mesmo grupo e que falar sobre si mesmo cai ali pro lado de Narcisismo, eu tomei a responsabilidade para mim.
Como todo mundo sabe ou não , o neologismo é a arte de inventar palavras ou de dar novo sentido a uma palavra ou expressão já existente. Ah, num sei se seu professor vai aceitar isso na prova, no entanto, trocando em miúdos, é isso mesmo.
Nossa querida Darli, iniciou o seminário, explicando que esses novos termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular. Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos. Dela também foi o ponto poético da conversa: “
a língua é viva”.
Só pra deixar um ponto aqui: Ai, (<- momento frescura) ninguém imagina o quanto me emociona quando me dizem que a língua é viva! Por dois aspectos: Por ser mecanismo comunicativo, ela não congela, ao contrário, está em constante recriação. E porque beijar na boca é muito bom justamente por termos a lín... hã? Não? tá, desculpa, quer dizer que não é nesse sentido? Vixe...
Mas, enfim, voltando, os principais processos de formação de Neologismos são:
Justaposição:
Quando você apenas junta os termos:
Manda+chuva= Manda-chuva
Ponta+pé= Pontapé
Aglutinação:
Aborrecido + adolescente = aborrescente
Verbalização:
Ele queria infinitar o assunto.
(que foi o que achei de mais fofo... O Daniel fazendo o grifo desse termo e achando lindo e poético. Oh, Deus, como eu acho fofo pessoas que acham palavras fofas! Se palavra fosse bichinho de estimação, lá em casa teríamos aos montes... Seria palavra rasgando o sofá, palavra subindo na mesa, fazendo coco na sala
...
Tá, vou tomar meu remedinho)
Prefixação e sufixação:
In + convivi + vel = inconvivível
Novo sentido dado a termos já existentes:
Burro (animal) = pessoa que não é inteligente
Gatinha (animal) = eu (ou seja, pessoa gata, coisa linda. Eu sei, não precisava explicar. Já estava claro)
♪ ♪Na Portela tem Mocidade, Imperatriz No Império tem uma Vila tão feliz Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira Na Mangueira tem morenas da Tradição♪ ♪
Logo após, tivemos as explicações sobre neologismos na internet, lindamente feitas por Ana Simony, a desenhista mais fofa do mundo, que fez um desenho dos meus lindos cabelos com mechas variadas que nem eu sei mais que cores são,
Vc, blz, vlw, tbm, t+.
São neologismos. Você sabia?
Você sabia que:
=) =* =/ =( =D =P 9=)
também são?
Pois, pois, caríssimo internauta que me lê. Esses são exemplos de neologismos verbais e não verbais encontrados aí, nessa rede que nos liga.
(Se você, como professora Iara, não consegue distinguir o que são esses pontos, traços e letras, eu ajudo; Pense assim: '=' são olhos; ')' é boca. Agora bote a cabeça de ladinho '=)'. Enxergou?)
Depois dessa sacudida, passamos ao Neologismo na literatura.
O exemplo exposto foi, nada mais, nada menos, que o nosso queridíssimo prefeitíssimo eleito por meredecência "Odorico Paraguaçu". O Bem Amado, já que eu nem gosto de falar de literatura foi escrito por Dias Gomes e a nossa Tia Brenda =* trouxe-nos o nome original da obra, que é “Odorico na cabeça”.
Os neologismos que ele criou não são poucos. E cada um melhor que o outro, segue uma listinha básica:
- Acarajeizar, - Adulância - Aforamente - Alma lavada e enxaguada - Anais e menstruais da História - Apodrecento - Cemitério na sua virgindade defuntícia - Chegar aos finalmentes - Confabulância sigilenta - Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios - Diversionismo desgastativo - Desculpento - Donzelas praticantes e juramentadas - Emboramente - Encupridamento de pequenos salários - Epistolista - Entrementemente - Escravagem - Esquerda badernista, desaforista e subversenta - Esverdecido amarelento - Ideia desapretechada de sensatismo - Imprensa lida, olhada e escutada - Larapista - Maquiavelento - Maucaratista - Merecência - Meticulância - Não obstantes, não obstantemente - Negativistas - Pacatista - Parede desalimentícia (greve de fome) - Pecadilhista - Prafrentemente, pratrasmente - Puxa-saquista - Talqualmente
♪ ♪Sinto a batucada se aproximar Estou ensaiado para te tocar ♪ ♪
Depois da nossa querida Brenda =*, seguiram as apresentações com chefinha, a Yonarah, com Neologismos na ♪ Música. ♪
O neologismo, por ser a versatilidade em figura de palavra, se encaixa perfeitamente na música. Muitos autores lançam mão desse recurso linguístico e estilístico para criarem coisas maravilhosas...
Para ilustrar e sonorizar o assunto (e também porque essa música não me sai do juízo desde ontem) venho deixando trechos (porque eu realmente tô ouvindo e cantando enquanto escrevo) da música que serviu de base para a apresentação.
Observem, afastem as cadeiras, vistam um abadá e leiam e estudem e cantem comigo. Começando com um gritinho pra energizar: UHUL!
Carnavália (Carnaval + tropicália)
"Repique tocou
o surdo escutou
o meu corasamborim" (coração + samba + tamborim)
Para completar, o grupo muito bem organizado, ainda fez questão de recitar a poesia mais linda do mundo, que, inclusive, dará nome a minha próxima filha (na porta do quarto dela vai ter uma plaquinha, daquelas bem lindas, escrito: Teadoro, Teodora). Além de ser de Manuel Bandeira, que é conterrâneo do meu noivocoisafofaqueamomuito.
“Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo: Teadoro, Teodora”
(Manuel Bandeira)
Bom, meninos, meninas e caríssimos professores que por aqui passarem.
Fico feliz de ter feito o serviço de Utilidade Pública 4.
=)
Fiquem bem, cuidem-se, escovem-se, banhem-se, estudem. Esse negócio de estudemento é importante para a formatização do conhecimento. Já diria Odorico, se não tivesse que ter ido livrar o cemitério daquela virgindade defuntícia....
Beijocas,
Melzinha.
(Qualquer coisa, nesse assunto, escrevam para a Tia Brenda =*, para a chefinha Yonarah, para Darli, para Simony ou para Daniel. Tá, se quiserem escrevam pra mim: mel_uepb@hotmail.com)