" A informação se transmite, o conhecimento é adquirido através de informações."concatenado por Brenda

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Empréstimo linguístico. (Seminário, 22/09/2011)

Olá, leitores queridos e fofos.




(Um Sábado Qualquer - Carlos Ruas)



Seguinte: Eu não vou falar sobre o nosso seminário. Isso porque, a tia Brenda =* tá fazendo a parte dela criando os "Serviços de Utilidade Pública" e eu não quero atrapalhar.

Porém, como hoje eu só penso em duas coisas; 


Primeira: O satélite que vai cair e que até agora os cientistas não sabem aonde vai cair. Sabem apenas que NÃO É sobre a América do Norte. Sobre a América do Sul os fdp eles não sabem de nada: "Embora ainda não possa precisar o lugar do impacto, a Nasa descartou que o satélite artificial vá cair sobre a América do Norte." (Fonte: G1), e cuja faixa de provável queda inclui, entre outros, o Brasil inteirinho. Isso explica a tirinha ali em cima. Entenderam, né?


Segunda: Acordei com rinite, sinusite e tudo que mais tiver -ite. (que é um sufixo, que forma nomes técnicos, bastante usado na ciência) --

Decidi que vou colaborar com algumas citações que garimpei da minha apresentação e que acabam sendo bastante úteis para caso um estudante preguiçoso e sem vontade de ler o livro e escolher a melhor citação ocupado demais com a velocidade do dia-a-dia moderno, precise escrever sobre estrangeirismos e empréstimos linguísticos. O resto, ah, o resto Brendinha escreve. E eu já tô ansiosa pra ler.

Lá vai:



"Em matéria de língua, não há propriedade privada: tudo é socializado" (Roman Jakobson)


Bloomfield definiu a interação entre várias línguas como "a adoção de traços linguísticos diversos daqueles pertencentes ao sistema tradicional"


Saussure, aponta a tendência à adoção desses empréstimos como resultado da força do intercurso. Força do intercurso? Sim. Segundo o nosso querido Saussure, a língua convive com duas forças opostas: O espírito de Campanário e a Força do Intercurso.


O espírito de campanário faz com que uma comunidade linguística seja fiel às suas tradições e evite inovações e a força do intercurso obriga os homens a reagirem, favorecendo a disseminação de ideias.


“O empréstimo é a intromissão de um elemento de um sistema estranho no sistema considerado” (Camara Jr. 1965, p. 76)


     ______________________________________________



Nota: Sempre que estou vendo algo sobre o Satélite e algum jornalista informa que "...direto do Cabo Canaveral...", automaticamente me lembro de Pica-pau.






Sim, sim, é só pra registrar meu pensamento. Tá. Sim. Eu sei, o post tá nonsense hoje. Mas quem pode ficar completamente normal sabendo que alguma coisa lá fora vai atingir a nossa Terrinha coisamaisfofadomundo?

Não dá!

Eu tento pensar em coisas legais como chocolate e sorvete de flocos, mas eu tô com rinite. E tem um satélite caindo. Oh.




Sem mais para o momento, vou me recolher para curtir os meus dodóis.

(E ficar de olho no céu. #tenso)


Tá, calei.

=*



(se der tudo certo, se nosso mundo não explodir, me escrevam só pra dizer: haha, tô viva!


mel_uepb@hotmail.com)






domingo, 18 de setembro de 2011

Estrangeirismo, informática e fim do mundo.



                                                      "A minha prima escreveu pra mim
                                                       E não fala mais venha cá, só fala “come here”
                                                       Eu vou mandar uma resposta breve
                                                       Para United States of Piauí”
                                                                                                    (Zeca Baleiro)



Você tem presenciado uma revolução.
Você tem vivido uma revolução.
E você está prestes a ver um satélite cair na terra.

Enfim, a parte do satélite não tem nada a ver com nosso assunto, mas, como estou diante de um belo céu azul, de um sol maneirinho e com o canto do vento sudoeste zunindo por aqui e como sempre penso que esse equilíbrio pode ser ferido pelo satélite UARS e que  o mundo pode vir a acabar junto com esse sosseguinho... eu resolvi escrever sobre esse assunto...

But, pera lá. Quem disse que não tem nada a ver?

A tecnologia muda o mundo a cada segundo. Mudam tudo, em absoluto. Vovó não sabe o que é um tablet e eu não tenho um, porquê, quando comprei meu notebook, ainda não tínhamos esses retângulos bonitinhos por um preço acessível.
Porém, como diríamos notebook se não fosse notebook? Computador portátil? Você se adaptaria a chamar de seu notebook de computador portátil? E como chamaria um netbook? Mini computador portátil?
AH, e um tablet? Como chamaríamos um tablet?  Mini retângulo que não é apenas um computador portátil e também não é um mini computador portátil, mas sim um negocinho que faz de tudo e ainda dá pra esconder dentro do fichário?

Atualmente, não conseguiríamos viver sem os estrangeirismos, sobretudo, na informática.
Duvida? Observe:

Processador
·         Segunda Geração do Processador Intel® Core™ i3-2310M (2.1GHz, 4 Threads, 3M cache)

Sistema operacional
·         Windows® 7 Home Basic Original 64-Bit em Português

Memória
·         4 GB de SDRAM DDR3 a 1333 MHz

Disco rígido
·         Unidade de Disco Rígido SATA de 640GB (5400RPM)

Placa de vídeo
·         Intel® HD Graphics

Monitor
·         Tela True Life WLED (720p) de 14.1 polegadas, Widescreen com Webcam de 1.3MP

Unidade óptica
·         Gravador de DVD/CD Dual Layer (Unidade DVD+/- RW 8x)

Cor
·         Black

Wireless
·Dell Wireless™ 1702 Half Mini Card (802.11n) com Bluetooth

Software de segurança
·         McAfee Security Center - 3 anos

Bateria principal
·         Bateria de 6 células

Entendeu? Agora, diga isso sem usar estrangeirismos.
É possível? Em alguns casos até é. Mas quero ver você passar a usar isso para se comunicar em meio aos profissionais da área. Quero ver como você se viraria se passasse a usar nomes como “Tela de resolução em alta definição em Cristal Líquido” ao invés de dizer HD LCD.
E que tal pedir um CD como “Olha, moço, me vê um disco compacto!” ou um DVD “Ah, e traz um Disco Versátil Digital também!”

Entenderiam? Depois de uns cinco ou seis “hã?!” sim, entenderiam. No entanto acredite: Eles se entreolhariam a pensar... “putz... é doido”.

O estrangeirismo na Informática é algo indissociável. Não há como entender de sistemas de informação e apontar o inglês como um intruso... ele não o é. Ele é parte integrante. Usa outro termo pra Photoshop, pra Corel Drawn, pra Print Screen. Vai, usa.

Há poucos empréstimos linguísticos na informática... Mas, claro, acontece algo como “oh, sim, deletei o arquivo”  ou como “Vou startar o programa”. Criando assim uma “derivação” do termo inicial.
Assim como acontece com Iceberg, a ausência de outro termo para apontar um fenômeno nos faz recorrer e manter alguns termos em sua língua de origem como é o caso de “backup”, “drive”, “notebook” e “netbook”  por exemplo. As palavras preservam a escrita e a fonética original e são perfeitos casos (entre inúmeros) de estrangeirismos.

Agora eu proponho um desafio. Passe numa loja de informática e compre um Tablet sem falar um estrangeirismo/empréstimo linguístico sequer.

Se conseguir, passa aqui e me conta. Eu faço um backup do seu comment e gravo num CD.

Hugs for all!


E até o mundo que vem!


(Porém se o mundo não acabar e você tiver dúvidas, me escreva para 
mel_uepb@hotmail.com)