O III Encontro Nacional do JASBRA, comemorando o bicentenário de Razão e Sensibilidade ocorrerá no Recife, de 12 a 15 de novembro, no auditório Manuel Bandeira da Livraria Saraiva no Shopping Recife. As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser feitas até a véspera do evento, ou seja, dia 11 de novembro.
Quem quiser, pode se inscrever para apresentar trabalhos no evento, devendo, para tanto, preencher este formulárioaté o dia 10 de outubro.
♪♪ “Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar Vem comemorar, escandalizar ninguém Vem me namorar, vou te namorar também Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar” ♪ ♪
Ah, oi, é... tudo bem? Sim, sim, a Tia Brenda hoje não virá.
Dia 27/09/2011, deu-se a apresentação do seminário do grupo acima descrito. O assunto em questão era Neologismo.
Haja visto que todos os Defenestrantes estão num mesmo grupo e que falar sobre si mesmo cai ali pro lado de Narcisismo, eu tomei a responsabilidade para mim.
Como todo mundo sabe ou não , o neologismo é a arte de inventar palavras ou de dar novo sentido a uma palavra ou expressão já existente. Ah, num sei se seu professor vai aceitar isso na prova, no entanto, trocando em miúdos, é isso mesmo.
Nossa querida Darli, iniciou o seminário, explicando que esses novos termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular. Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos. Dela também foi o ponto poético da conversa: “
a língua é viva”.
Só pra deixar um ponto aqui: Ai, (<- momento frescura) ninguém imagina o quanto me emociona quando me dizem que a língua é viva! Por dois aspectos: Por ser mecanismo comunicativo, ela não congela, ao contrário, está em constante recriação. E porque beijar na boca é muito bom justamente por termos a lín... hã? Não? tá, desculpa, quer dizer que não é nesse sentido? Vixe...
Mas, enfim, voltando, os principais processos de formação de Neologismos são:
Justaposição:
Quando você apenas junta os termos:
Manda+chuva= Manda-chuva
Ponta+pé= Pontapé
Aglutinação:
Aborrecido + adolescente = aborrescente
Verbalização:
Ele queria infinitar o assunto.
(que foi o que achei de mais fofo... O Daniel fazendo o grifo desse termo e achando lindo e poético. Oh, Deus, como eu acho fofo pessoas que acham palavras fofas! Se palavra fosse bichinho de estimação, lá em casa teríamos aos montes... Seria palavra rasgando o sofá, palavra subindo na mesa, fazendo coco na sala
...
Tá, vou tomar meu remedinho)
Prefixação e sufixação:
In + convivi + vel = inconvivível
Novo sentido dado a termos já existentes:
Burro (animal) = pessoa que não é inteligente
Gatinha (animal) = eu (ou seja, pessoa gata, coisa linda. Eu sei, não precisava explicar. Já estava claro)
♪ ♪Na Portela tem Mocidade, Imperatriz No Império tem uma Vila tão feliz Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira Na Mangueira tem morenas da Tradição♪ ♪
Logo após, tivemos as explicações sobre neologismos na internet, lindamente feitas por Ana Simony, a desenhista mais fofa do mundo, que fez um desenho dos meus lindos cabelos com mechas variadas que nem eu sei mais que cores são,
Vc, blz, vlw, tbm, t+.
São neologismos. Você sabia?
Você sabia que:
=) =* =/ =( =D =P 9=)
também são?
Pois, pois, caríssimo internauta que me lê. Esses são exemplos de neologismos verbais e não verbais encontrados aí, nessa rede que nos liga.
(Se você, como professora Iara, não consegue distinguir o que são esses pontos, traços e letras, eu ajudo; Pense assim: '=' são olhos; ')' é boca. Agora bote a cabeça de ladinho '=)'. Enxergou?)
Depois dessa sacudida, passamos ao Neologismo na literatura.
O exemplo exposto foi, nada mais, nada menos, que o nosso queridíssimo prefeitíssimo eleito por meredecência "Odorico Paraguaçu". O Bem Amado, já que eu nem gosto de falar de literatura foi escrito por Dias Gomes e a nossa Tia Brenda =* trouxe-nos o nome original da obra, que é “Odorico na cabeça”.
Os neologismos que ele criou não são poucos. E cada um melhor que o outro, segue uma listinha básica:
- Acarajeizar, - Adulância - Aforamente - Alma lavada e enxaguada - Anais e menstruais da História - Apodrecento - Cemitério na sua virgindade defuntícia - Chegar aos finalmentes - Confabulância sigilenta - Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios - Diversionismo desgastativo - Desculpento - Donzelas praticantes e juramentadas - Emboramente - Encupridamento de pequenos salários - Epistolista - Entrementemente - Escravagem - Esquerda badernista, desaforista e subversenta - Esverdecido amarelento - Ideia desapretechada de sensatismo - Imprensa lida, olhada e escutada - Larapista - Maquiavelento - Maucaratista - Merecência - Meticulância - Não obstantes, não obstantemente - Negativistas - Pacatista - Parede desalimentícia (greve de fome) - Pecadilhista - Prafrentemente, pratrasmente - Puxa-saquista - Talqualmente
♪ ♪Sinto a batucada se aproximar Estou ensaiado para te tocar ♪ ♪
Depois da nossa querida Brenda =*, seguiram as apresentações com chefinha, a Yonarah, com Neologismos na ♪ Música. ♪
O neologismo, por ser a versatilidade em figura de palavra, se encaixa perfeitamente na música. Muitos autores lançam mão desse recurso linguístico e estilístico para criarem coisas maravilhosas...
Para ilustrar e sonorizar o assunto (e também porque essa música não me sai do juízo desde ontem) venho deixando trechos (porque eu realmente tô ouvindo e cantando enquanto escrevo) da música que serviu de base para a apresentação.
Observem, afastem as cadeiras, vistam um abadá e leiam e estudem e cantem comigo. Começando com um gritinho pra energizar: UHUL!
Carnavália (Carnaval + tropicália)
"Repique tocou
o surdo escutou
o meu corasamborim" (coração + samba + tamborim)
Para completar, o grupo muito bem organizado, ainda fez questão de recitar a poesia mais linda do mundo, que, inclusive, dará nome a minha próxima filha (na porta do quarto dela vai ter uma plaquinha, daquelas bem lindas, escrito: Teadoro, Teodora). Além de ser de Manuel Bandeira, que é conterrâneo do meu noivocoisafofaqueamomuito.
“Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo: Teadoro, Teodora”
(Manuel Bandeira)
Bom, meninos, meninas e caríssimos professores que por aqui passarem.
Fico feliz de ter feito o serviço de Utilidade Pública 4.
=)
Fiquem bem, cuidem-se, escovem-se, banhem-se, estudem. Esse negócio de estudemento é importante para a formatização do conhecimento. Já diria Odorico, se não tivesse que ter ido livrar o cemitério daquela virgindade defuntícia....
Beijocas,
Melzinha.
(Qualquer coisa, nesse assunto, escrevam para a Tia Brenda =*, para a chefinha Yonarah, para Darli, para Simony ou para Daniel. Tá, se quiserem escrevam pra mim: mel_uepb@hotmail.com)
Ônoma é um elemento grego que significa “nome, palavra”, esse elemento tem muitos descendentes na língua portuguesa. Conhecemos o sinônimo palavras semelhantes, antônimo palavras opostas. Um texto qual não se conhece o autor é de um anônimo, mas se o autor optar por dar-se outro nome o chamamos de pseudônimo (um falso nome).
Seguindo os passos do ônoma resolvi falar um pouco sobre as palavras composta com o elemento ônoma, que faz a língua portuguesa ficar mais complexa e interessante.
Vamos ver alguns nomes onomásticos que os gregos deixaram para nós:
Heterônimo vem do grego heteros (outro) ou palavras com a mesma grafia, porém com significado diferente um bom exemplo é a palavra forma (molde) e forma (formato) identificamos a diferença pelo Tibre fechado e aberto da letra o.
Epônimo vem do grego epi (sobre) era usado como adjetivo, significando “aquele que dá nome a”. Exemplo: Constantino herói apônico de Constantinopla.( a cidade recebeu o nome da pessoa de Constantino)
O termo também é usado como substantivo designando vocábulos que nasceram a partir de um nome próprio, como hambúrguer (da cidade de Hamburgo na Alemanha) o nome hambúrguer ganhou o nome baseado na cidade.
Acrônimo vem do grego Akros “ponto mais alto, extremidade”. Acorre em casos quais siglas acabam tornando-se nomes, um exemplo é o nome Aids que na verdade é uma sigla que indica Imunodeficiência adquirida, porém se tornou um nome.
Criptônimo vem do grego krúptos, “oculto”, geralmente serve para manter em segredo a identidade de alguém em perigo, correspondendo ao que conhecemos como codinome.
Antropônimo vem do grego anthropos “ser humano”, é o substantivo próprio para denomina nomear pessoas.
Retrônimo vem do grego retro “para trás”, é a rebatização das coisas que já possuem nomes, porém se surgir uma versão mais sofisticada ganha outro nome para diferenciar uma da outra, exemplo o relógio antigamente só existia o de ponteiros, porém quando surgiu o digital o de ponteiros passou a ser chamado analógico.
Esse é um assunto que precisa ser bem mais analisado.
Fico por aqui com meu Pseudônimo, pois ainda não realizei nada que merecesse um epônimo e não irei usar nenhum heterônimo nem dar antropônimos, mas que sabe um dia eu consiga melhorar alguma coisa e assim renomea-la utilizando é claro o retrônimo.