" A informação se transmite, o conhecimento é adquirido através de informações."concatenado por Brenda

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - Parte 4




“Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar


Ah, oi, é... tudo bem? Sim, sim, a Tia Brenda hoje não virá.

Dia 27/09/2011, deu-se a apresentação do seminário do grupo acima descrito. O assunto em questão era Neologismo.
Haja visto que todos os Defenestrantes estão num mesmo grupo e que falar sobre si mesmo cai ali pro lado de Narcisismo, eu tomei a responsabilidade para mim.

Como todo mundo sabe ou não , o neologismo é a arte de inventar palavras ou de dar novo sentido a uma palavra ou expressão já existente. Ah, num sei se seu professor vai aceitar isso na prova, no entanto, trocando em miúdos, é isso mesmo.

Nossa querida Darli, iniciou o seminário, explicando que esses novos termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular. Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos. Dela também foi o ponto poético da conversa: “
a língua é viva”.

Só pra deixar um ponto aqui: Ai, (<- momento frescura) ninguém imagina o quanto me emociona quando me dizem que a língua é viva!  Por dois aspectos: Por ser mecanismo comunicativo, ela não congela, ao contrário, está em constante recriação. E porque beijar na boca é muito bom justamente por termos a lín... hã? Não? tá, desculpa, quer dizer que não é nesse sentido? Vixe...


Mas, enfim, voltando, os principais processos de formação de Neologismos são:

Justaposição:

Quando você apenas junta os termos:
Manda+chuva= Manda-chuva
Ponta+pé= Pontapé

Aglutinação:

Aborrecido + adolescente = aborrescente

Verbalização:

Ele queria infinitar o assunto.

(que foi o que achei de mais fofo... O Daniel fazendo o grifo desse termo e achando lindo e poético. Oh, Deus, como eu acho fofo pessoas que acham palavras fofas! Se palavra fosse bichinho de estimação, lá em casa teríamos aos montes... Seria palavra rasgando o sofá, palavra subindo na mesa, fazendo coco na sala

...

Tá, vou tomar meu remedinho)


Prefixação e sufixação:

In + convivi + vel = inconvivível

Novo sentido dado a termos já existentes:

Burro (animal) = pessoa que não é inteligente
Gatinha (animal) = eu (ou seja, pessoa gata, coisa linda. Eu sei, não precisava explicar. Já estava claro)


Na Portela tem Mocidade, Imperatriz
No Império tem uma Vila tão feliz
Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morenas da Tradição



Logo após, tivemos as explicações sobre neologismos na internet, lindamente feitas por Ana Simony, a desenhista mais fofa do mundo, que fez um desenho dos meus lindos cabelos com mechas variadas que nem eu sei mais que cores são,


Vc, blz, vlw, tbm, t+.


São neologismos. Você sabia?


Você sabia que:


=)
=*
=/
=(
=D
=P
9=)


também são?



Pois, pois, caríssimo internauta que me lê. Esses são exemplos de neologismos verbais e não verbais encontrados aí, nessa rede que nos liga.


(Se você, como professora Iara, não consegue distinguir o que são esses pontos, traços e letras, eu ajudo; Pense assim: '=' são olhos; ')' é boca. Agora bote a cabeça de ladinho '=)'. Enxergou?)




Depois dessa sacudida, passamos ao Neologismo na literatura.




O exemplo exposto foi, nada mais, nada menos, que o nosso queridíssimo prefeitíssimo eleito por meredecência "Odorico Paraguaçu". O Bem Amado, já que eu nem gosto de falar de literatura foi escrito por Dias Gomes e a nossa Tia Brenda =* trouxe-nos o nome original da obra, que é “Odorico na cabeça”.
Os neologismos que ele criou não são poucos. E cada um melhor que o outro, segue uma listinha básica:

- Acarajeizar, 
- Adulância
- Aforamente
- Alma lavada e enxaguada
- Anais e menstruais da História
- Apodrecento
- Cemitério na sua virgindade defuntícia
- Chegar aos finalmentes
- Confabulância sigilenta
- Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios
- Diversionismo desgastativo
- Desculpento
- Donzelas praticantes e juramentadas
- Emboramente
- Encupridamento de pequenos salários
- Epistolista
- Entrementemente
- Escravagem
- Esquerda badernista, desaforista e subversenta
- Esverdecido amarelento
- Ideia desapretechada de sensatismo
- Imprensa lida, olhada e escutada
- Larapista
- Maquiavelento
- Maucaratista
- Merecência
- Meticulância
- Não obstantes, não obstantemente
- Negativistas
- Pacatista
- Parede desalimentícia (greve de fome)
- Pecadilhista
- Prafrentemente, pratrasmente
- Puxa-saquista
- Talqualmente


Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar

Depois da nossa querida Brenda =*, seguiram as apresentações com chefinha, a Yonarah, com Neologismos na  ♪ Música. ♪

O neologismo, por ser a versatilidade em figura de palavra, se encaixa perfeitamente na música. Muitos autores lançam mão desse recurso linguístico e estilístico para criarem coisas maravilhosas...

Para ilustrar e sonorizar o assunto (e também porque essa música não me sai do juízo desde ontem) venho deixando trechos (porque eu realmente tô ouvindo e cantando enquanto escrevo) da música que serviu de base para a apresentação.

Observem, afastem as cadeiras, vistam um abadá e leiam e estudem e cantem comigo. Começando com um gritinho pra energizar: UHUL!


Carnavália (Carnaval + tropicália)

"Repique tocou
o surdo escutou
o meu corasamborim" (coração + samba + tamborim)




Para completar, o grupo muito bem organizado, ainda fez questão de recitar a poesia mais linda do mundo, que, inclusive, dará nome a minha próxima filha (na porta do quarto dela vai ter uma plaquinha, daquelas bem lindas, escrito: Teadoro, Teodora). Além de ser de Manuel Bandeira, que é conterrâneo do meu noivocoisafofaqueamomuito.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora”

(Manuel Bandeira)



Bom, meninos, meninas e caríssimos professores que por aqui passarem.

Fico feliz de ter feito o serviço de Utilidade Pública 4. 

=)

Fiquem bem, cuidem-se, escovem-se, banhem-se, estudem. Esse negócio de estudemento é importante para a formatização do conhecimento. Já diria Odorico, se não tivesse que ter ido livrar o cemitério daquela virgindade defuntícia....

Beijocas, 


Melzinha.



(Qualquer coisa, nesse assunto, escrevam para a Tia Brenda =*, para a chefinha Yonarah, para Darli, para Simony ou para Daniel. Tá, se quiserem escrevam pra mim: mel_uepb@hotmail.com)





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - parte 2

          Excepcionalmente, hoje não teremos foto bonitinha nem introdução engraçada. Irei direto ao ponto. Como prometi no último post, todos os resumos dos seminários serão postados aqui. Terça-feira, 20, se apresentou o grupo formado por Mônica, Geciane, Daniela e Elany, e o tema foi Composição de palavras.
        
         Composição é a formação de palavras novas e compostas a partir de palavras simples combinando dois ou mais vocábulos, ou dois ou mais semantemas.

Tipos de Composição de Palavras


Justaposição -
união de duas ou mais palavras, ligadas por hífen. Não há alteração nas palavras, continua cada uma com o seu acento próprio e ortografia da mesma forma como eram antes da composição.

médico-cirúrgico, pára-lamas, pé-de-cabra, chapéu-de-chuva, pau-de-arara, saca-rolhas, amor-perfeito 

Aglutinação - união de duas ou mais palavras que se subordinam a um único acento tônico. Há alteração em uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Planalto (plano + alto)
 fidalgo (filho + de +  algo) 
                                                                                                                                                                                                                                                         
aguardente (água + ardente)


Devido problemas técnicos, o grupo não conseguiu exibir o vídeo que havia sido planejado. Segue abaixo, o vídeo em questão:
=*
Brenda*

domingo, 18 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública – Parte 1

        
         Utilidade pública? Será mesmo útil para todos? Não sei! Mas, se você for nosso colega de classe, é melhor não sair daí, continuar lendo e fingir interesse começar a se interessar! Se for só um visitante pense em como vai ser útil para enriquecer o seu conhecimento. Essa introdução é só para dizer que foi dada a largada para a sequência de apresentações dos seminários de Língua Portuguesa I, disciplina ministrada pela nossa querida Iara Martins (a melhor professora de Língua Portuguesa I que nós tivemos esse ano  XD ).
         O primeiro grupo se apresentou na última quinta, 15, e era formado por Eriberto, Aderaldo, Wallef, Daniel Robson, Andecarlos(Neno) e Darth Vader (Aquele do ‘Star Wars’. Não, não estou louca. Eu juro que ele estava presente!). O tema abordado por eles foi Derivação de palavras.
         Se você faltou, quer saber mais sobre derivação, não entendeu a apresentação, ou simplesmente quer
precisa estudar para a prova, vai apreciar o post de hoje. Segue abaixo um resumo para facilitar sua vida, aluno preguiçoso ocupado.

Derivação é o processo de formação de novas palavras através da adição ou subtração a uma palavra primitiva de itens.
Derivação prefixal:
 
Prefixo + Palavra Primitiva
Ocorre derivação prefixal quando a palavra nova é obtida pelo acréscimo do prefixo, como em:
semi + círculo = semicírculo
tri + ângulo = triângulo
contra + pôr = contrapor
per + correr = percorrer

Derivação sufixal 

Palavra Primitiva + Sufixo
Ocorre derivação sufixal quando a palavra nova é obtida pelo acréscimo do sufixo como em:
casa + arão = casarão
chuva + oso = chuvoso
espaço + oso = espaçoso
casa + inha = casinha
casa + eiro = caseiro
 
Derivação parassintética 

Prefixo + Palavra Primitiva + Sufixo
Nela ocorre, ao mesmo tempo um prefixo e um sufixo, que se juntaram ao radical como em:

a + funil + ar = afunilar
en + gaiola + ar = engaiolar
a + manh(ã) + ecer = amanhecer
(É interessante observarmos que as derivações sempre serão dependentes pois, ao retermos uma das derivações a palavra fica sem sentido.)

Derivação prefixal e sufixal
 

É quando o prefixo e sufixo vêm simultaneamente na palavra primitiva, mas com uma relação de independência. (Note que cada palavra é independente uma da outra, pode-se retirar uma das duas derivações que a palavra continua com sentido.) Exemplos:
In + feliz + mente = Infeliz / Felizmente
In + compativel + mente = Incompatível / Compativelmente
 Dica: Para verificar se a derivação é parassintetica ou prefixal e sufixal, elimine o sufixo ou o prefixo e veja se a forma que sobra constitui uma palavra existente na lingua.
ex: (em)palidecer - "palidecer" ~> forma inexistente =  parassintética
(in)felizmente - felizmente ~> forma existente =  prefixal e sufixal

Derivação regressiva 
A palavra primitiva reduz-se ao formar a palavra derivada
Exemplos:
abalar = abalo
errar = erro
cortar = corte
debater = debate
recuar = recuo

Derivação imprópria 
Ocorre quando uma palavra comumente usada como pertencente a uma classe é usada como fazendo parte de outra sem alteração da forma
Exemplos:

Coelho (substantivo comum) usado como substantivo próprio em: Danilo Coelho da Silva; Verde geralmente como adjetivo (Comprei uma camisa verde.) usado como substantivo (O verde do parque comoveu a todos.)

P.S.: Com o decorrer das apresentações, os outros temas abordados também serão postados neste recinto.
=*
Brenda*

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O bizarro verbo parir

         
         Eu poderia falar de como a maternidade é uma coisa bonita, do quanto é sublime o ato de dar à luz e... ZzzZZzzZzZzZZzzzZ.  Mas eu não tenho filhos e se engana quem acha que eu vou falar sobre gravidez e bebês. Eu quero mesmo é falar do verbo, aquele da gramática. Certamente você já teve dúvidas quanto à conjugação desse verbo, no mínimo, estranho. Como se conjuga esse verbo? Ele é um defectivo? Como seria a conjugação da 1ª pessoa do presente do indicativo? Como uma grávida diria? “Ela pariu hoje e eu paro no dia 25.”
    
     Mas ‘paro’ não é do verbo parar (eu paro, tu paras, ele para...)!? Então isso quer dizer que ‘parir’ não se conjuga na 1ª pessoa do presente do indicativo. Certo? Errado! Pasmem meus queridos, se conjuga sim! ‘Parir’ não é um verbo defectivo (aqueles que não apresentam conjugação em algumas pessoas e tempos verbais). Apesar de causar estranheza, algumas formas do verbo parir existem e podem ser usadas à vontade por quem precisar. Ficaria assim:


Presente do Indicativo
Eu     pairo
Tu     pares
Ela    pare
Nós   parimos
Vós   paris (não é a cidade! =D)
Elas   parem
 
Presente do subjuntivo

Que eu     paira
Que Tu     pairas
Que Ela    paire
Que Nós   pairamos
Que Vós   pairais
Que Elas   pairam

          Portanto, a partir de agora, não fiquem surpresos se ouvirem uma grávida anunciar: “Eu pairo no próximo mês.”

=*
Brenda*

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Brindando com torrada


É isso mesmo brindando com torradas?! Esse post é sobre erros de traduções, li outro dia uma reportagem da Superinteressante e achei muito legal e resolvi fazer um pequeno resumo.
Os erros de traduções em livros, filmes, seriados, etc. do Inglês para o Português é mais comum do que se imagina, será culpa dos tradutores? Muitos filmes, livros, etc chegam ao Brasil cheio de novas colocações regionais, gírias, e talvez seja um dos motivos para as traduções saírem erradas, abaixo vou citar alguns exemplos que li na revista superinteressante:
1º em um dos filmes com Mel Gibson ele grita: miss, miss, miss ao torcer para um time o tradutor coloca na legenda como: moça, moça, moça, a tradução correta seria: erra, erra, erra, quem errou nessa foi o tradutor.
Let’s make a toast a tradução  seria: Vamos fazer um brinde, porém em muitas legendas aparecem com Vamos fazer uma torrada.
3º outro exemplo clássico é o verbo pretender (fingir) que em muitos casos torna-se pretender.
Disk drive virou motorista de disco ao invés de unidade de disco.
Red herring é uma expressão que serve para dizer pista falsa/disfarce e foi traduzida pra arenque vermelho.
6º A pior de todas traduções uma lenda dos erros é The general Will em vez de ser traduzida como A vontade geral foi traduzida como O general Will.
Os erros de traduções são bastante comuns porém pouco notados para quem não é fluente na língua inglesa, quem quer pegar os tradutores no pulo dos erros a solução é assistir os programas com legenda e ser um bom estudante do inglês ai vamos descobrir outros erros bem comuns, e até palavras que ficam fora da tradução por que o tradutor preferiu deixar do jeito dele, então para não perder nada o melhor é aprender o inglês e não precisar mais de legendas.


Yon@r@