" A informação se transmite, o conhecimento é adquirido através de informações."concatenado por Brenda

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sábado, 31 de março de 2012

Eloquência

minha boca seca ainda sente o pulsar
a sensação é no minimo estranha
parece que comi vermes
sinto a mesma sensação
esquisito pensar

o tempo
 é um remédio
muitas vezes amargo
que nos afeta intricicamente
voraz não permite que meu rosto antes jovial
tenha a mesma sensação ao toque de mãos tão calejadas

forte fraco morto vivo
meu corpo não suporta tal peso
minha alma não é a mesma de antes
a força é uma virtude pra poucos seres

hó grande servidão
um escravo da própria sombra abstrata
de meus sentimentos eloquentes
de um ser abalável,e desgastado pelo próprio
senso critico ao qual  destrói.

sábado, 24 de março de 2012

A morte é apenas um espaço entre a vida e a vida

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho é filho de Francisco Anysio, um dos homens  mais ricos do Ceará na época, e de dona Haideé Viana de Oliveira Paula. Sua mãe era “especialíssima”, e embora tendo um problema grave no coração, morreu aos 89 anos de idade. O pai tinha uma enorme empresa de ônibus, que um dia pegou fogo, e ele foi dormir rico e acordou pobre. Chico Anysio nasceu na cidade de Maranguape, no dia 12 de abril de 1931. O pai de Chico foi casado quatro vezes e teve 17 filhos, dos quais só uma morreu. Aos oito anos o garoto foi com a família para o Rio de Janeiro e já começou a imitar as pessoas, e para ir ao cinema ou ao futebol, economizava o dinheiro do bonde, indo a pé para o colégio. Com 14 anos começou a ir aos programas de calouros do Rio e depois de São Paulo, e ganhava todos. A ponto de não o aceitarem mais. Foi ao “Programa Ary Barroso”, à “Hora do Padre”, ao “Trabuco”do Vicente Leporace, em São Paulo. E logo Renato Murce o aproveitou para um show. Ia fazer suas imitações nos clubes do Rio e ganhava seus cachês. Estudou para ingressar na Faculdade de Direito, passou, mas não cursou. Foi contratado para o rádio e depois de 15 dias, já tinha quatro profissões: era ator, locutor, redator e comentarista esportivo. Gostava de tudo e fazia tudo perfeitamente bem. Era a Rádio Guanabara. Foi galã de novelas, mas logo preferiu a linha de shows e de comédias, ao lado de Grande Otelo, Chocolate, Luiz Tito. E foi se multiplicando, sem nem mesmo ele saber como. Chegou um momento, porém, já na televisão, que achou que devia escolher uma estrada para ele. E escolher ser “vários”. Decidiu fazer vários personagens. E isso passou a ser o seu “diferencial”. Pensava: “Se um personagem cansar, ele sai, e fica outro. Foi ele que cansou, não eu”. Às vezes eram tão diferentes umas das outras, que nem mesmo ele entendia. Chegou a fazer 207 personagens na televisão. Seu começo nesse veículo de comunicação foi em 1957, fazendo o “Professor Raimundo”, na TV Rio. Tinha estado por muito tempo na Rádio Mayrink Veiga, sempre com sucesso.Na TV Rio, sob a direção de Walter Clark, o sucesso continuou. Como não havia video-taipe, ia de avião para São Paulo, e lá também fazia sucesso. Mas aconteceu de ver rejeitados alguns personagens seus, que mais tarde explodiram de tanto sucesso, como o “Coronel Limoeiro”, o “Quem-Quem”. E aí veio o video-taipe. Como já havia abandonado o rádio, dedicou-se então mais à televisão. Continuava, porém, escrevendo para o rádio. E seus personagens para a televisão ele mesmo escrevia. Só mais tarde foi tendo redatores, como o Antônio Maria, o Aloísio Silva Araújo, Max Nunes. Esteve na Record, e dentro do programa: “Essa Noite se Improvisa”, ganhou três carros, várias geladeiras, era enfim do primeiro time. Esse era um programa de Blota Junior, em que o apresentador dizia uma palavra e os concorrentes tinham que cantar uma música com aquela palavra. Chico ganhava quase todas. Quando esse programa mudou de estilo, Chico Anysio pediu demissão. Após sua saída da Record, foi para o Reio estrear o Teatro da Lagoa. Era o ano de 1969, e aí foi também convidado para ir para a TV Globo. Conheceu o Boni, que nele confiou totalmente, e a quem reverencia até hoje, como sendo o homem que mais entende de televisão. Foram 16 anos de grandes programas. Fez: “Chico Anysio Show”, “Chico City”, “Estados Unidos de Chico City”, “Chico Total”. Em todos eles apareceram seus tipos imortais, como os citados àcima e mais a “Salomé”, o “Painho”, o famoso “Profeta”, e tantos outros. Francisco Anysio se tornou o número um, entre os comediantes do Brasil. Mas aí teve uma queda e fraturou a mandíbula. Ficou um tempo com a dicção praticamente imobilizada. Foi para os Estados Unidos e sua recuperação aconteceu lentamente. Voltou com a “Escolinha do Professor Raimundo” e mais recentemente com “Zorra Total”, em que faz vários tipos famosos. Casado seis vezes, o comediante tem oito filhos, sendo um adotado. Este é seu empresário. Os outros, que são adultos, também estão ligados à arte. Tem dois filhos pequenos, de seu casamento com Zelia Cardoso de Melo, que moram nos Estados Unidos. Só a caçula é mulher e seu nome é Vitória. O pai viaja para vê-los, pelo menos uma vez ao mês. Chico Anysio ainda é escritor. Tem quinze livros lançados e doze à serem editados. E é pintor. Faz uma média de 300 quadros por ano, e está na fase “Marinha”. Vende seus quadros, vende seus livros, e consegue sucesso em tudo o que faz. Trabalhador incansável, dorme apenas quatro horas por noite e, sua explicação para tanta vitória, é o que um amigo lhe disse: ” Não sou ator. Sou Médium”. Essa afirmação ele faz, num tom entre a brincadeira e a reflexão, e se pode ver em seus olhos, uma luz de gratidão, pois nem Francisco Anysio consegue explicar o inexplicável, que é Chico Anysio.(http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4395.html).


     Sem dúvida um dos poucos ícones verdadeiramente obsecados pela arte,um artista completo,sem sombra de duvida.Chico não vai deixar saudades, porque será imortal,será algo lembrado pelos séculos e séculos ,sem a menor dificuldade,Chico é exemplo para toda uma geração que passou ,que passa e que vai passar,um homem íntegro e de princípios inabaláveis, um homem de expressão comum que em sua delicadesa faz do simples se transformar no composto,parabéns Chico por você ser um exemplo pra mim,e pra todos que pensam em um futuro próspero e de esperanças,minhas eternas congratulações

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eternos

Os momentos mais felizes são fatos
Que não poderiam se apagar
Deveriam ser eternos
Deveriam ser maternos
Deveriam ser pra sempre
Deveriam ser pra gente
Deveriam ser felizes
Deveriam ser assim
Deveriam ser sem fim

sábado, 1 de outubro de 2011

Não é como a gente quer

Que pena que a vida não é como agente quer
Tem dias que quero sumir
Tem dias que quero brigar com ele
Me da tédio de viver o mesmo dia todo dia
De falar o que não quero

E ouvir o que não quero
Que pena que o mundo não me ouve
Não me respeita
Só preciso de uma chance
Não admito restrições
Que pena que tudo é uma fantasia no final
Como escrever algo que  não será lembrado
E será corroído pelo tempo
Será esquecido mesmo que se quer seja lembrado

Que coisa mais intransigente
Fazer o que  se de tudo que vivemos é tão efémero
Como a pétala da rosa em seu ciclo de morte
Como a vida da libélula 
Como folhas aos ventos de uma tarde de outono
Ou um barco a vela com seu casal de enamorados em um imensidão de mar
É... como a vida é. Um instante.
Em segundos pode haver tudo
E em outro instante pode haver nada.
Como tudo é efémero,como é passageiro.
.

Marlison Alexandre