" A informação se transmite, o conhecimento é adquirido através de informações."concatenado por Brenda

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dia Mundial do Professor

Bom dia, caros colegas.


Aproveitando o ensejo, desejo felicitá-los pela passagem de um grande dia. Ontem, dia 05/10, foi o dia Mundial do Professor.


No Brasil, o dia do professor é comemorado no dia 15 de Outubro.



"Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor."

Como presente, trago um belo texto, que servirá para repensarmos qual o nosso papel enquanto professor: Se um professor qualquer ou um mestre.


                                                      O Professor como Mestre


Não me basta o professor honesto e cumpridor dos seus deveres; a sua norma é burocrática e vejo-o como pouco mais fazendo do que exercer a sua profissão; estou pronto a conceder-lhe todas as qualidades, uma relativa inteligência e aquele saber que lhe assegura superioridade ante a classe; acho-o digno dos louvores oficiais e das atenções das pessoas mais sérias; creio mesmo que tal distinção foi expressamente criada para ele e seus pares. De resto, é sempre possível a comparação com tipos inferiores de humanidade; e ante eles o professor exemplar aparece cheio de mérito. Simplesmente, notaremos que o ser mestre não é de modo algum um emprego e que a sua atividade se não pode aferir pelos métodos correntes; ganhar a vida é no professor um acréscimo e não o alvo; e o que importa, no seu juízo final, não é a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente há de pesar na balança é a pedra que lançou para os alicerces do futuro.

A sua contribuição terá sido mínima se o não moveu a tomar o caminho de mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito o chama; errou o que se fez professor e desconfia dos homens, se defende deles, evita ir ao seu encontro de coração aberto, paga falta com falta e se mantém na moral da luta; esse jamais tornará melhores os seus alunos; poderão ser excelentes as palavras que profere; mas o moço que o escuta vai rindo por dentro porque só o exemplo o abala. Outros há que fazem da marcha do homem sobre a Terra uma estranha concepção; veem-no girando perpetuamente nos batidos caminhos; e, julgando o mundo por si, não descobrem em volta mais que uma eterna condenação à maldade, à cegueira e à miséria; bem no fundo da alma nenhuma luz que os alumie e solicite; porque não acreditam em progresso nenhuma vontade de melhorar; são os que troçam daquilo a que chamam «a pedagogia moderna»; são os que se riem de certos loucos que pensam o contrário.


Ora o mestre não se fez para rir; é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos; pertence-lhe ser extravagante, defender os ideais absurdos, acreditar num futuro de generosidade e de justiça, despojar-se ele próprio de comodidades e de bens, viver incerta vida, ser junto dos irmãos homens e da irmã Natureza inteligência e piedade; a ninguém terá rancor, saberá compreender todas as cóleras e todos os desprezos, pagará o mal com o bem, num esforço obstinado para que o ódio desapareça do mundo; não verá no aluno um inimigo natural, mas o mais belo dom que lhe poderiam conceder; perante ele e os outros nenhum desejo de domínio; o mestre é o homem que não manda; aconselha e canaliza, apazigua e abranda; não é a palavra que incendeia, é a palavra que faz renascer o canto alegre do pastor depois da tempestade; não o interessa vencer, nem ficar em boa posição; tornar alguém melhor.
Eis todo o seu programa; para si mesmo, a dádiva contínua, a humildade e o amor do próximo.

Agostinho da Silva, in 'Considerações'







 Feliz ( muito embora, atrasado) dia Mundial do Professor!

 


Beijos, muitos!


Melzinha.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A bruxa tá solta

Olá meninos e meninas!


Alguém está preparado para a provinha de linguística de hoje?


Quem estiver levanta a mãozinha pra tia ver!


\o/ -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o-
-o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o-
-o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o-
-o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o- -o-


Professora, baixa a mão, a senhora não vale!


Mas, enfim, a prova de hoje será Tirana. 
Então, por esse motivo angustiante, eu vim até esse lugar legal para deixar algo legal nesse dia especialmente tenso.


#TENSO


Você já percebeu que é difícil aprender inglês? Você já se perguntou se as bruxas tem culpa disso?


Não?


Então, para um aprendizado totalmente desimportante e completamente non sense, trago para o presente público, uma das mil coisas que você não pode morrer sem saber.


Eu aconselho a beber uma água, sentar confortavelmente e começar euforicamente a repetir os ensinamentos a seguir.


Então, pronto? Vamos começar!

1) MÓDULO BÁSICO:

Três bruxas olham três relógios Swatch. Qual bruxa olha qual relógio?

Em inglês:

Three Witches watch three Swatch watches. Wich Witch watch wich Swatch watch?

2) MÓDULO AVANÇADO:

Três bruxas travestis olham os botões de três relógios Swatch. Qual bruxa travesti olha os botões de qual relógio Swatch?

Three switched witches watch three Swatch watch switches. Wich switched  witch watch wich Swatch watch switch?

3) PARA PHD:

Três bruxas suecas transexuais olham os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transexual olha qual botão de qual relógio Swatch suíço?


Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Wich Swedish switched  witch watch wich Swiss Swatch watch switch?


               _________________________________________________________


Até onde isso é completamente correto EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA. Mas que eu ri de chorar, ah, é fato.


:P


Ah, e só pra não esquecer.
Como se representa foneticamente "Três bruxas suecas transexuais olham os botões de três relógios Swatch suíços."?








Beijos impacientes e angustiados,




Mel.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eternos

Os momentos mais felizes são fatos
Que não poderiam se apagar
Deveriam ser eternos
Deveriam ser maternos
Deveriam ser pra sempre
Deveriam ser pra gente
Deveriam ser felizes
Deveriam ser assim
Deveriam ser sem fim

sábado, 1 de outubro de 2011

Não é como a gente quer

Que pena que a vida não é como agente quer
Tem dias que quero sumir
Tem dias que quero brigar com ele
Me da tédio de viver o mesmo dia todo dia
De falar o que não quero

E ouvir o que não quero
Que pena que o mundo não me ouve
Não me respeita
Só preciso de uma chance
Não admito restrições
Que pena que tudo é uma fantasia no final
Como escrever algo que  não será lembrado
E será corroído pelo tempo
Será esquecido mesmo que se quer seja lembrado

Que coisa mais intransigente
Fazer o que  se de tudo que vivemos é tão efémero
Como a pétala da rosa em seu ciclo de morte
Como a vida da libélula 
Como folhas aos ventos de uma tarde de outono
Ou um barco a vela com seu casal de enamorados em um imensidão de mar
É... como a vida é. Um instante.
Em segundos pode haver tudo
E em outro instante pode haver nada.
Como tudo é efémero,como é passageiro.
.

Marlison Alexandre

Linguística - Prova



Esse post não vai ter piada interna nem externa, pois na próxima quarta temos um assunto seríssimo a resolver com a linguística e os símbolos fonéticos, então depois de muito procurar no Google encontrei  essa tabela e achei mais simples para entender os símbolos fonéticos. Nesse link:

http://www.cefala.org/~leo/instrucoes.pdf

Aqui vai mais informação ------>

Tabelas de símbolos fonéticos

Para estudarmos mais profundamente os fenômenos linguísticos, é necessário adquirirmos conhecimento técnico, para que haja o processo de domínio da língua mãe e da segunda língua a qual estejamos apredendo. Para issso e obviamnente para outros propósitos, os símbolos fonéticos são de suma importância para nos orientar na oralidade, escrita e investigação do campo fonético e fonológico.

Eis abaixo,as tabelas que ilustram os símbolos fonéticos na língua Portuguesa, espanhola e inglesa:

Símbolos fonéticos: Língua portuguesa

Consoantes

(Classificadas quanto ao modo de articulação*)

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Oclusivas

- surdas

p pato

t tira

k cacto

- sonoras

b bata

d data

g gato

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

Oclusivas fricatizadas (produzidas sem oclusão total na passagem do ar, devido ao facto de estarem entre vogais)

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

β (beta) aba

ð (delta) dedo

ɤ (gama) mago

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

Oclusivas nasais

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

m mata

n nata

ɲ manha

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

Fricativas

- surdas

f fava

s saco

ʃ chave

- sonoras

v vaca

z zero

ʒ jardim

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

Líquidas

Laterais

l lata

ʎ (lambda) malha

ɫ (em final de sílaba) sal

Vibrantes

ɾ barco

R rato

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]-->

Nota: as africadas que refere como tch, tz, dj e ks são, na verdade, dois segmentos sonoros diferentes, ou seja, respectivamente: [tʃ] (usado no Português do Brasil, em palavras como ‘tia’), [tz] (‘quartzo’), [dʒ] (‘dia’, no Português do Brasil) e [ks] (‘táxi’).


Vogais

(orais)

Não recuadas Recuadas

Altas

<!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--> i (tira) ɨ (menina) u (muro)

Médias

 (pano) o (porco)

Baixas

a (casa) ɔ (mola)


Não arredondadas Arredondadas


Orais

- tónicas

i tira

e medo

ɛ tela

ɐ pano

a casa

ɔ mola

o porco

u muro

- átonas

i atirar

u apurar

ɐ apanhou

ɨ menina


Nasais

- tónicas

ĩ cinto

ẽ sento

ɐ̃ mando (e não ÑG, como no exemplo que deu, em ‘manga’, já que é a vogal, e não a consoante, que é nasalizada).

õ tonto

ũ fundo

- átonas

ĩ fintar

Nota: a designação ‘velar’, que utiliza, está incorrecta naquele contexto, correspondendo à designação ‘recuada’.


Glides
(ou semivogais)

Nota: os ditongos em Português são sempre decrescentes, já que os crescentes (ou ‘falsos ditongos’) são passíveis de segmentação silábica (ou seja, de hiato, desfazendo a possibilidade de ditongo): por exemplo ‘miar’ pode ser um monossílabo ([mjaɾ]), se tiver um ditongo crescente, ou um dissílabo ([mi-aɾ], com hiato). Este facto está sobretudo relacionado com questões de velocidade de fala.

Porém, se tivermos em conta uma velocidade de fala elevada, todos os exemplos de ditongos crescentes (orais e nasais) que me deu estão correctos.

Relativamente aos tritongos, passa-se exactamente o mesmo. Na verdade eles são sempre uma combinação de pelo menos uma vogal com outra vogal e uma glide, ou uma vogal e duas glides, ou até três vogais. Como referi para os ditongos crescentes, os tritongos não são ‘naturais’ na Língua (como são os ditongos decrescentes), mas antes o resultado de uma velocidade de locução mais acelerada.

Importa também aqui distinguir dois conceitos: ‘consoante’, ‘vogal’ ou ‘glide’ são nomes dados a classes naturais de sons das Línguas; já as designações de ‘ditongo’ e tritongo’ são especificações dadas a combinações de sons (respectivamente, dois e três sons).

A partir do inventário que a seguir lhe apresento poderá ver os conjuntos que se podem fazer com vogais e glides, de modo a formar ditongos e tritongos. De qualquer maneira, saiba que as hipóteses de tritongos que me apresentou estão correctas.

Orais

j pai

- pode haver ditongos com as seguintes combinações

ɛj papéis (sempre em posição tónica)

ɐj lei (em posição átona ou tónica)

aj pai (em posição átona ou tónica)

ɔj rói (sempre em posição tónica)

oj boi (em posição átona ou tónica)

uj cuida (em posição átona ou tónica)

w pau

- pode haver ditongos com as seguintes combinações

iw riu (em posição átona e tónica)

ew meu (em posição átona e tónica)

ɛw céu (sempre em posição tónica)

ɐw saudade (em posição átona e tónica)

aw mau (em posição átona e tónica)

Nasais

j̃ mãe

- pode haver ditongos com as seguintes combinações

ɐ̃j̃ mãe (em posição tónica e átona)

õj̃ põe (sempre em posição tónica)

w̃ cão

- pode haver ditongos com as seguintes combinações

ãw̃ cão (em posição tónica e átona)

ũj̃ muito (sempre em posição tónica)


* - Há outro tipo de classificação (quanto ao ponto de articulação) e ainda outras nomenclaturas. As designações aqui feitas correspondem a uma abordagem clássica (estruturalista) da Fonética

Fonte eletrônica:www.ciberduvidas.com/linguaportuguesa
Sorte para todos e Boa prova!

@Yonarah

Pecados da língua


Essa semana foi bem pecaminosa para alguns defenestradores, o veneno foi destilado em abundancia e com certeza o inferno festejou com isso, mas nada disso é demais  comparados com os dez erros que comprometem a vida social e as pretensões profissionais de qualquer um, não estou falando daquela discussão idiota sobre infantoídes etc. estou falando do nosso amiguíssimo o português, então LETS GO!
( Que outro lugar tem wi-fi gratis?)

1-     Houveram problemas.
“Houve” problemas. Haver , no sentido de existir, é sempre impessoal.

2-     Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma  regular os verbos derivados de ter, vir e pôr. Neste caso, o certo é “dispuser”.

3-     Espero que ele seje feliz ./ Vieram menos pessoas.
Dois erros inadmissíveis. A conjugação “seje” não existe. E “menos” não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjetivo.

4-     Ela ficou meia nervosa.
“Meio” nervosa. Os advérbios não têm concordância de gênero.

5-     Segue anexo duas cópias do contrato.
Atenção para a concordância verbal e nominal: “seguem anexas”.

6-     Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, pronome oblíquo tônico: entre “mim” e ela.

7-     A professora deu para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para “eu” fazer.

8-     Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer indicando tempo é impessoal: “faz” dois meses.

9-     Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado “gerundismo” não chega  a ser erro gramatical, mas é um vicio insuportável. “vou providenciar” é mais elegante.

10- O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
O febrão do “a nível de”  parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, “na” ou “pela” empresa são mais exatos e elegantes.

(retirado da revista Superinteressante)

Pecar nunca é elegante! (mas se vc estiver de salto vermelho Prada)
Quem sabe um dia poderemos resolver esses problemas  a nív....ops! com elegância.

Até  o próximo post.

@Yonarah

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - Parte 4




“Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar


Ah, oi, é... tudo bem? Sim, sim, a Tia Brenda hoje não virá.

Dia 27/09/2011, deu-se a apresentação do seminário do grupo acima descrito. O assunto em questão era Neologismo.
Haja visto que todos os Defenestrantes estão num mesmo grupo e que falar sobre si mesmo cai ali pro lado de Narcisismo, eu tomei a responsabilidade para mim.

Como todo mundo sabe ou não , o neologismo é a arte de inventar palavras ou de dar novo sentido a uma palavra ou expressão já existente. Ah, num sei se seu professor vai aceitar isso na prova, no entanto, trocando em miúdos, é isso mesmo.

Nossa querida Darli, iniciou o seminário, explicando que esses novos termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular. Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos. Dela também foi o ponto poético da conversa: “
a língua é viva”.

Só pra deixar um ponto aqui: Ai, (<- momento frescura) ninguém imagina o quanto me emociona quando me dizem que a língua é viva!  Por dois aspectos: Por ser mecanismo comunicativo, ela não congela, ao contrário, está em constante recriação. E porque beijar na boca é muito bom justamente por termos a lín... hã? Não? tá, desculpa, quer dizer que não é nesse sentido? Vixe...


Mas, enfim, voltando, os principais processos de formação de Neologismos são:

Justaposição:

Quando você apenas junta os termos:
Manda+chuva= Manda-chuva
Ponta+pé= Pontapé

Aglutinação:

Aborrecido + adolescente = aborrescente

Verbalização:

Ele queria infinitar o assunto.

(que foi o que achei de mais fofo... O Daniel fazendo o grifo desse termo e achando lindo e poético. Oh, Deus, como eu acho fofo pessoas que acham palavras fofas! Se palavra fosse bichinho de estimação, lá em casa teríamos aos montes... Seria palavra rasgando o sofá, palavra subindo na mesa, fazendo coco na sala

...

Tá, vou tomar meu remedinho)


Prefixação e sufixação:

In + convivi + vel = inconvivível

Novo sentido dado a termos já existentes:

Burro (animal) = pessoa que não é inteligente
Gatinha (animal) = eu (ou seja, pessoa gata, coisa linda. Eu sei, não precisava explicar. Já estava claro)


Na Portela tem Mocidade, Imperatriz
No Império tem uma Vila tão feliz
Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morenas da Tradição



Logo após, tivemos as explicações sobre neologismos na internet, lindamente feitas por Ana Simony, a desenhista mais fofa do mundo, que fez um desenho dos meus lindos cabelos com mechas variadas que nem eu sei mais que cores são,


Vc, blz, vlw, tbm, t+.


São neologismos. Você sabia?


Você sabia que:


=)
=*
=/
=(
=D
=P
9=)


também são?



Pois, pois, caríssimo internauta que me lê. Esses são exemplos de neologismos verbais e não verbais encontrados aí, nessa rede que nos liga.


(Se você, como professora Iara, não consegue distinguir o que são esses pontos, traços e letras, eu ajudo; Pense assim: '=' são olhos; ')' é boca. Agora bote a cabeça de ladinho '=)'. Enxergou?)




Depois dessa sacudida, passamos ao Neologismo na literatura.




O exemplo exposto foi, nada mais, nada menos, que o nosso queridíssimo prefeitíssimo eleito por meredecência "Odorico Paraguaçu". O Bem Amado, já que eu nem gosto de falar de literatura foi escrito por Dias Gomes e a nossa Tia Brenda =* trouxe-nos o nome original da obra, que é “Odorico na cabeça”.
Os neologismos que ele criou não são poucos. E cada um melhor que o outro, segue uma listinha básica:

- Acarajeizar, 
- Adulância
- Aforamente
- Alma lavada e enxaguada
- Anais e menstruais da História
- Apodrecento
- Cemitério na sua virgindade defuntícia
- Chegar aos finalmentes
- Confabulância sigilenta
- Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios
- Diversionismo desgastativo
- Desculpento
- Donzelas praticantes e juramentadas
- Emboramente
- Encupridamento de pequenos salários
- Epistolista
- Entrementemente
- Escravagem
- Esquerda badernista, desaforista e subversenta
- Esverdecido amarelento
- Ideia desapretechada de sensatismo
- Imprensa lida, olhada e escutada
- Larapista
- Maquiavelento
- Maucaratista
- Merecência
- Meticulância
- Não obstantes, não obstantemente
- Negativistas
- Pacatista
- Parede desalimentícia (greve de fome)
- Pecadilhista
- Prafrentemente, pratrasmente
- Puxa-saquista
- Talqualmente


Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar

Depois da nossa querida Brenda =*, seguiram as apresentações com chefinha, a Yonarah, com Neologismos na  ♪ Música. ♪

O neologismo, por ser a versatilidade em figura de palavra, se encaixa perfeitamente na música. Muitos autores lançam mão desse recurso linguístico e estilístico para criarem coisas maravilhosas...

Para ilustrar e sonorizar o assunto (e também porque essa música não me sai do juízo desde ontem) venho deixando trechos (porque eu realmente tô ouvindo e cantando enquanto escrevo) da música que serviu de base para a apresentação.

Observem, afastem as cadeiras, vistam um abadá e leiam e estudem e cantem comigo. Começando com um gritinho pra energizar: UHUL!


Carnavália (Carnaval + tropicália)

"Repique tocou
o surdo escutou
o meu corasamborim" (coração + samba + tamborim)




Para completar, o grupo muito bem organizado, ainda fez questão de recitar a poesia mais linda do mundo, que, inclusive, dará nome a minha próxima filha (na porta do quarto dela vai ter uma plaquinha, daquelas bem lindas, escrito: Teadoro, Teodora). Além de ser de Manuel Bandeira, que é conterrâneo do meu noivocoisafofaqueamomuito.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora”

(Manuel Bandeira)



Bom, meninos, meninas e caríssimos professores que por aqui passarem.

Fico feliz de ter feito o serviço de Utilidade Pública 4. 

=)

Fiquem bem, cuidem-se, escovem-se, banhem-se, estudem. Esse negócio de estudemento é importante para a formatização do conhecimento. Já diria Odorico, se não tivesse que ter ido livrar o cemitério daquela virgindade defuntícia....

Beijocas, 


Melzinha.



(Qualquer coisa, nesse assunto, escrevam para a Tia Brenda =*, para a chefinha Yonarah, para Darli, para Simony ou para Daniel. Tá, se quiserem escrevam pra mim: mel_uepb@hotmail.com)





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Por que não conversar?






Quando esse blog nasceu, e eu infelizmente não estava presente, a ideia exposta foi de discutirmos assuntos tratados em sala de aula. No entanto, com o andar da carruagem, alguns comentários infelizes foram nascendo. Lamento. Normalmente a iniciativa cultural leva a esse tipo de coisa. Porém, não foi esse o intuito deste post. Ele apenas abre uma discussão muito maior.
Sou professora, puramente por amor. Lecionei espanhol para los niños por anos. Entrei no curso de letras para lecionar literatura portuguesa, cai em inglês por acaso. Mas ainda não é esse o foco do post. Quero apenas fazer pensar em assuntos diversos... somo-os ao contexto ao final.

Durante a aula de filosofia, com o professor Wallene, foi-nos apresentada uma proposta. Após assistirmos "Preciosa, uma história de esperança", nos foi lançada a ideia de associarmos o filme a nossa realidade educacional, tratando o assunto familiar como algo que interfere na sala de aula.

Como a família influi no desenvolvimento escolar do aluno?
Como a sociedade fecha os olhos para isso?
Como nós, professores, acabamos varrendo a sujeira para debaixo do tapete e fazemos prosseguir a segregação dentro da escola e, por fim, dentro da sociedade?

Tive uma experiência não muito fácil com sala de aula. Nessa época eu estava do lado de cá da força, do lado que não tinha sabre de luz ou qualquer coisa do gênero. Eu era aluna naqueles tempos.
Tive um colega com uma história de família muito dolorosa. Uma história não muito diferente de Preciouss. E era comum vê-lo sair da escola para socorrer a mãe que sofria maus tratos constantes de seu pai.
Tínhamos 15 ou 16 anos naquela época. Não era difícil percebê-lo em crise, mas era mais fácil omitir-se a isso. No entanto, estávamos todos no mesmo barco.
Do lado de lá, com a fama de durão, um professor reprovou esse aluno, por 0,01. Sim. Ele foi capaz de prejudicar toda a vida escolar de um aluno, com sérios problemas familiares, por 0,01 em química. Era o nosso último ano no Ensino Médio. Ele foi aprovado em todas as outras disciplinas. Porém, reprovado por conta desta.
O silêncio reinou sobre esse caso. O professor era supremo. 

Cadê a dignidade desse jovem?
Que será que foi feito dele? Foi entupir mais cárceres?
Onde mora a autoestima, os sonhos, os planos?
Onde estava a educação, a inclusão, os direitos humanos?

Não acredito na reprovação e não a defendo. Toda criança e todo jovem precisa ser visto como ser humano capaz de realizar grandes coisas, mas como ser humano capaz de sofrer grandes dores. Por que não conversar?

A família não é sempre o núcleo sagrado. Esses dias eu lia Tolstói e me deparei com uma passagem incrível "As famílias felizes são todas iguais. As infelizes são infelizes cada uma a sua maneira''. Apesar da generalização, o que ele diz tem muito sentido. Cada família tem seu problema. Não estou aqui para apontar soluções para esses problemas, mas para cutucar a situação atual e acomodada dentro da escola. Acertar, conhecer, se deixar conhecer é complicado, mas é possível.

No começo do ano letivo tive que ouvir de uma colega que "a pior coisa de uma escola é precisar aprovar um aluno sem capacidade". Isso me fez respirar fundo uma, duas, três vezes e responder que não se trata disso. Dói perceber que a colega não entendeu ainda o espírito da educação. Infelizmente ela não é um caso isolado.

Nas escolas formais, os alunos são reprovados por avaliações em provas escritas, que nada mais atestam que a incapacidade do professor. Ora, o dia a dia da criança não conta? As pequenas descobertas não servem? As perguntas inteligentes, a interação, a eficiência nos trabalhos em equipe. Estes momentos não representam?

Fizemos provas bimestrais para atestar que sabíamos falar? Para afirmar que sabíamos andar? Não. Precisamos fazer então para atestar que pensamos?

Não acredito, só para deixar claro, que a escola tenha o direito de interferir na vida familiar. No entanto, acho que é preciso observar. É preciso ir além, é preciso questionar. É preciso refazer o caminho e riscar os erros. A escola não está aí para cortar os brotos. Para impedir que nasçam os novos frutos. A escola é o refúgio e o ponto de partida. É na escola que eles pousam e decolam. É preciso abrir a mente, abrir as portas, porém, enquanto aqui estiverem, é preciso cuidar do ninho e tratar de ensinar-lhes para que servem suas asas. Assegurar o nosso respeito para com eles e assegurar o respeito deles para com eles mesmos e conosco.

Por que eu falei do blog lá em cima? Porque eu acredito que as pessoas estão mais preparadas para criticar que para ajudar. Não é simples estender a mão para ajudar o colega? Qual é a então a possibilidade existente de se esticar a boa vontade para ajudar um aluno? Educação não se faz com homens e livros e isso eu posso repetir sem medo de estar sendo totalmente radical. Educação se faz com ouvidos, coração, consciência e um pouco de intuição. Compaixão... não. Compaixão não é a palavra. Aliás, acho que a piedade nunca foi boa. Porém, se ela servir ao menos de estopim, caro colega professor, use-a. Mas use-a de modo a ajudá-lo a ver dentro de si e dentro do outro. É preciso olhar pra dentro do aluno e compreender que todas as dúvidas moram naquele poço, para sacar lá de dentro as certezas que ele mesmo não conhece e dizer-lhe "Vês? Esses são teus instrumentos de vida. Usa-os". A autoconfiança muda tudo, a educação lhe diz pra onde ir. Livros são o que vem pra acrescentar. Primeiro é preciso tornar o professor mais que um homem, é preciso torná-lo uma criança, capaz de se encantar, de se assombrar, de dar a mão. Depois é possível dar-lhe um livro e dizer, "vai, ensina."

Por que eu lhes disse sobre minha vida na educação? Porque ainda não me achei e ando experimentando os seus núcleos. Mas também pra lhes mostrar que na educação também estamos aprendendo. E mudando.

Ainda espero pelo professor que traga nos olhos a capacidade, que segundo os gregos, era o início do pensamento: A capacidade de se encantar.
(parafraseando Rubem Alves)


Até a próxima.


Melzinha.


(Dúvidas, sugestões, reclamações, tudo-tudo para mel_uepb@hotmail.com)